Trump ao lado do icônico Vicente Matheus? Isso realmente aconteceu nos anos 1980; CONFIRA!

Trump abraçado ao folclórico Vicente Matheus? Aconteceu mesmo, nos anos 1980; VEJA

Por Redação g1 SP — São Paulo


  • Lula comentou sobre foto de um momento inusitado envolvendo Donald Trump e o Corinthians, time do brasileiro.

  • Nos anos 1980, Trump se encontrou com o então presidente do Corinthians, Vicente Matheus e a esposa dele, Marlene.

  • O brasileiro disse que se esqueceu de levar a foto para mostrar a Trump, mas a imagem foi resgatada pela GloboNews.

Imagem mostra Trump ao lado de Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, e esposa

Imagem mostra Trump ao lado de Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, e esposa

O presidente Lula comentou nesta quinta-feira (7), em entrevista coletiva na Embaixada do Brasil em Washington, sobre um momento inusitado envolvendo o presidente dos EUA, Donald Trump, e o Corinthians, time do brasileiro.

Nos anos 1980, Trump se encontrou com o então presidente do Corinthians, Vicente Matheus, e a esposa dele, Marlene (veja foto acima).

Lula disse que se esqueceu de levar a foto para mostrar a Trump, mas a imagem foi resgatada pela GloboNews.

Segundo postagem do Blog do Alfinete, Marlene Matheus contou, em 2017, que o encontro aconteceu quando o jogador Rivelino promoveu um torneio de futebol de salão em Atlantic City. O casal se encontrou com Trump em um cassino que pertencia ao norte-americano e onde o campeonato acontecia.

'Peguei uma foto do Trump com Vicente Matheus e esqueci de trazer', diz Lula

‘Peguei uma foto do Trump com Vicente Matheus e esqueci de trazer’, diz Lula

Marlene comenta no blog que eles foram bem recebidos e que Trump “até vestiu uma camisa do Corinthians que entregamos para ele”. Não há, no entanto, registros do presidente dos EUA com a camisa alvinegra.

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O encontro entre Lula e Trump durou cerca de três horas e foi classificado como positivo pelos dois líderes. Logo após a reunião, Trump usou uma rede social para dizer que a reunião foi “muito boa”. Ele também elogiou Lula, chamando o presidente brasileiro de “muito dinâmico”. Segundo o norte-americano, novos encontros devem acontecer em breve.

Já Lula deu mais detalhes sobre a reunião durante uma coletiva de imprensa.

Foto de Trump com o então presidente do Corinthians, Vicente Matheus, e a mulher dele, Marlene — Foto: Reprodução/GloboNews

Foto de Trump com o então presidente do Corinthians, Vicente Matheus, e a mulher dele, Marlene — Foto: Reprodução/GloboNews

Veja ponto a ponto o que Lula discutiu com Trump

Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026 — Foto: Presidência da República

Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026 — Foto: Presidência da República

Relação entre Brasil e EUA

Lula afirmou que a reunião com Trump teve como foco a retomada e o fortalecimento da relação entre os dois países.

Segundo o presidente brasileiro, há interesse mútuo em ampliar a parceria, sobretudo nas áreas econômica e comercial. Ele afirmou que os EUA teriam dado menos atenção à América Latina nos últimos anos, o que resultou em um avanço da China na região.

Lula disse que defendeu uma relação baseada no diálogo e no multilateralismo, em oposição a políticas unilaterais.

Segundo ele, o Brasil está aberto a negociar com diferentes parceiros e não impõe restrições ideológicas a acordos, desde que sejam respeitadas a soberania e os interesses nacionais.

Lula afirmou ainda que propôs a criação de um grupo de trabalho bilateral para tratar de impasses comerciais que envolvam tarifas de importação. Segundo ele, uma proposta deve ser apresentada em 30 dias.

O presidente declarou que saiu otimista do encontro e avaliou que há espaço para avanços. Segundo Lula, Trump demonstrou disposição para manter o diálogo, e novas reuniões devem ocorrer.

“Eu saio muito satisfeito da reunião. Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos.”

Lula diz que reunião com Trump foi um passo para consolidar a relação entre Brasil e EUA

Lula diz que reunião com Trump foi um passo para consolidar a relação entre Brasil e EUA

Terras raras

Lula afirmou que discutiu com Trump o potencial brasileiro na exploração de terras raras e minerais críticos, considerados estratégicos na economia global. Segundo ele, o Brasil quer ampliar o conhecimento sobre o próprio território e explorar essas riquezas de forma planejada.

O presidente disse que o país não pretende repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima sem agregação de valor. A proposta, segundo ele, é desenvolver a cadeia produtiva dentro do Brasil, incluindo processamento e industrialização dos minerais.

Lula destacou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais para explorar esses recursos, inclusive com empresas americanas, mas sem preferência por um país específico. Ele afirmou que o objetivo é atrair investimentos que contribuam para o desenvolvimento interno.

Segundo o presidente, a exploração de terras raras foi tratada como questão de soberania nacional. Ele mencionou a criação de mecanismos de coordenação dentro do governo para organizar essa agenda e garantir controle sobre os recursos.

“O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas. Nós queremos que o Brasil seja o grande criador dessa riqueza que a natureza nos deu.”

Guerras

Lula afirmou que discutiu com Trump conflitos internacionais e disse que apresentou ao presidente americano a visão do Brasil sobre guerras em curso. Segundo ele, defendeu a via do diálogo como alternativa a intervenções militares.

O presidente brasileiro disse que não espera mudanças imediatas na postura de Trump em relação a esses temas. Ainda assim, afirmou que considerou importante expor diretamente suas posições durante a reunião.

Lula também comentou situações específicas, como Irã e Venezuela, e disse que se colocou à disposição para contribuir com negociações, caso haja interesse. Ele mencionou ainda o histórico de atuação diplomática do Brasil em temas sensíveis.

Segundo o presidente, o Brasil continuará defendendo soluções negociadas e criticando ações militares. Ele afirmou que conflitos tendem a gerar mais instabilidade e prejuízos do que resultados concretos.

“Eu não creio que ele vai mudar o jeito dele ser por causa de uma reunião de três horas comigo.”

Mudanças no Conselho de Segurança da ONU

Lula afirmou que defendeu, na conversa com Trump, a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, a estrutura atual reflete a geopolítica do pós-Segunda Guerra Mundial e não corresponde mais à realidade internacional.

O presidente brasileiro disse que cobrou maior protagonismo das potências com assento permanente no conselho, como Estados Unidos, China e Rússia, para liderar esse processo de mudança. Ele argumentou que esses países têm responsabilidade direta sobre o funcionamento do sistema internacional.

Lula também voltou a defender a ampliação do conselho, com a inclusão de novos membros permanentes. Citou países como Brasil, Alemanha, Japão, Índia e nações africanas como candidatos a participar das decisões globais.

Segundo o presidente, a falta de reformas limita a capacidade da ONU de atuar em conflitos e crises. Ele afirmou que, sem mudanças, a organização perde relevância e não consegue responder de forma eficaz aos desafios atuais.

“A geopolítica de 2026 não é a geopolítica de 1945. O mundo é outro, a comunicação é outra.”

O que não foi discutido

Lula afirmou que alguns temas que vinham sendo levantados antes da reunião não entraram na pauta do encontro com Trump. Entre eles, a possível classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Segundo o presidente, esse assunto não foi tratado diretamente na conversa. Ele reforçou, no entanto, que o Brasil pretende intensificar o combate ao crime organizado e mencionou a criação de iniciativas internacionais de cooperação sobre o tema.

Lula também disse que não houve discussão sobre críticas dos Estados Unidos ao PIX, sistema de pagamentos brasileiro. A questão vinha sendo citada em investigações comerciais americanas, mas não foi abordada na reunião.

De acordo com o presidente, a decisão de focar em outros temas foi estratégica, priorizando áreas com maior possibilidade de avanço imediato nas relações bilaterais.



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