Após audiência, funcionários da CPTM aprovam fim da greve e decidem retomar a operação
Categoria aprovou medida depois de o governo de SP prometer enviar projeto de lei para absorver empregados em órgãos estaduais.
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Resumo
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“A deliberação ocorre após o governo do estado apresentar uma proposta que contempla avanços nas reivindicações da categoria, especialmente em relação às garantias buscadas pelos ferroviários durante o processo de concessão. Apesar da suspensão do movimento paredista, a categoria permanecerá em estado de greve, acompanhando atentamente o cumprimento dos compromissos”, afirmou o sindicato, em nota.
Confira a matéria no g1:
Greve nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM é encerrada após assembleia
Participaram da votação 157 funcionários (apenas 26 votaram contra o fim da paralisação).
Fim da greve nas linhas 11, 12 e 13
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil decidiu na tarde desta quarta-feira (5), durante assembleia, encerrar a greve nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Situação dos trilhos na Grande SP
- Linha 11-Coral: os trens estão circulando entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guianases. O percurso entre Guaianases e Estudantes está sendo atendido pelo sistema PAESE
Sindicato vai fazer assembleia às 15h para decidir se continua a greve ou retoma as atividades nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), representantes do governo de São Paulo propuseram encaminhar à Assembleia Legislativa (Alesp) um projeto de lei para garantir a absorção dos funcionários da CPTM das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em órgãos públicos estaduais. Como contrapartida, o estado condicionou a proposta ao encerramento da greve ainda nesta terça-feira (5). Representantes do sindicato informaram que vão submeter a proposta à assembleia da categoria prevista para a tarde, mas ponderaram que o texto ainda não detalha como será feita a absorção dos trabalhadores.
Ao comentar as reclamações de passageiros sobre falhas na Operação Paese, como ônibus que passaram direto pelos pontos e falta de fiscais para orientar os usuários, o governador disse que o governo está reavaliando o funcionamento do esquema e que a comunicação com a população pode ser aprimorada. Ele voltou a criticar a greve e o sindicato, afirmando que o movimento não contribui para solucionar o impasse.
O governador disse esperar que, com o avanço das negociações, o serviço de trens volte a operar normalmente ainda nesta terça-feira (5), no horário de pico da tarde. Tarcísio afirmou que o modelo adotado na concessão da Trivia Trens preservou os empregos dos funcionários da CPTM, que foram absorvidos pela concessionária, e reiterou que o estado sempre garantiu a manutenção dos postos de trabalho. Segundo ele, o compromisso será formalizado em um projeto de lei que será apresentado na reunião de conciliação prevista para esta terça no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e, em seguida, encaminhado à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
O governador também criticou o sindicato dos ferroviários por, segundo ele, descumprir a decisão judicial que determinou a manutenção de 80% da operação dos trens nos horários de pico. Tarcísio afirmou que a entidade desrespeita o Poder Judiciário e informou que uma reunião está prevista para esta terça-feira (5) na Justiça do Trabalho para discutir a paralisação. Ele acrescentou que o governo enviará um projeto de lei para garantir a absorção de todos os trabalhadores da CPTM no processo de concessão, reiterando que não haverá demissões em razão da privatização.

Tarcísio fala sobre greve nos trens (Foto: Reprodução)
Tarcísio também criticou o movimento, dizendo que um “grupo pequeno” faz reivindicações que classificou como “não razoáveis”. O governador afirmou ainda que nenhum funcionário foi demitido após as concessões e que os trabalhadores foram remanejados. Ao defender a privatização, citou problemas recorrentes na operação dos trens, como falhas em pantógrafos e outros defeitos, argumentando que a participação da iniciativa privada é necessária para ampliar os investimentos e melhorar o sistema.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que a decisão de conceder à iniciativa privada parte das linhas da CPTM foi tomada para melhorar o serviço prestado aos passageiros. Segundo ele, o estado preparou um plano de contingência para minimizar os impactos da greve desta terça-feira (5), mas reconheceu que a medida “nunca será suficiente”.
O governador Tarcísio de Freitas deve falar em instantes sobre a greve dos ferroviários.
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Uma audiência de conciliação entre CPTM e Sindicato vai acontecer ao meio-dia no TRT.
A Secretaria de Transportes informa que, ao contrário do que alega o sindicato, não há na CPTM nenhuma demissão em curso decorrente do processo de concessão. Dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; os demais funcionários estão contemplados no plano de realocação englobando Metrô, Artesp, Arsesp e outros órgãos. Também é importante destacar que a manutenção dos empregos foi garantida pelo Governo de SP às lideranças do sindicato em reunião, inclusive com registro em ata.





