Presidente da CPI do INSS opta por não convocar proprietário do Master para encontro reservado.

Presidente da CPI do INSS descarta ouvir dono do Master em reunião fechada

Por Vinícius Cassela, g1 — Brasília


  • A CPMI do INSS insiste em ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro presencialmente, apesar de um habeas corpus do STF que o desobriga a comparecer.

  • O ministro André Mendonça, do STF, concedeu o habeas corpus a Vorcaro, levando a CPMI a recorrer da decisão para garantir o depoimento.

  • O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, criticou a sugestão de usar um avião da PF para o transporte de Vorcaro, estimando um custo de até R$ 200 mil.

  • Documentos sigilosos sobre o banqueiro, determinados pelo STF para a CPMI, ainda não foram entregues, aguardando repasse da PF.

André Mendonça libera CPMI do INSS a ter acesso a dados sigilosos de Vorcaro

André Mendonça libera CPMI do INSS a ter acesso a dados sigilosos de Vorcaro

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (23) que a comissão não abrirá mão de ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro presencialmente em Brasília.

“Temos, por parte dos advogados, a proposta de uma reunião, em São Paulo, fechada, com alguns parlamentares da CPMI. Eu não considero essa hipótese. Eu entendo que toda e qualquer pessoa tem obrigação de vir a esta comissão, como outros já vieram. […] Eu vou lutar para que ele venha presencialmente e dê as respostas que o país precisa”, afirmou.

“Mais uma vez nós temos um entendimento completamente diferente entre o Parlamento e o STF. No inquérito ele é investigado, no nosso, é testemunha. Mais uma vez a decisão do STF interfere, prejudica as nossas investigações. E nos veio a surpresa de que ele não era obrigado a comparecer”, afirmou Viana.

O dono do Banco Master, que estava previsto para ser ouvido nesta segunda-feira (23), recebeu um habeas corpus, emitido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que permitiu o não comparecimento.

No começo da tarde, a defesa de Vorcaro sugeriu três alternativas ao Congresso para que ele seja ouvido:

  • depoimento em São Paulo, na terça-feira (24);
  • depoimento por videoconferência, também na terça (24); ou
  • depoimento presencialmente, em 3 de março, terça-feira da próxima semana.

Relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) — Foto: Kevin Lima/g1

Relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) — Foto: Kevin Lima/g1

Apesar de Vorcaro ter se recusado a comparecer na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), ele ainda pode falar a outra comissão da Casa, a de Assuntos Econômicos (CAE). Nesta terça (24), o grupo vai se reunir para definir o formato mais viável de depoimento.

Insatisfeito com a decisão do ministro do STF, a CPMI recorreu contra o parecer de Mendonça, para que ele reconsidere a possibilidade para que o banqueiro preste depoimento à comissão.

“Eu sou contra depoimento marmita, à gosto do cliente”, disseo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

🛫 Viana ainda explicou que a vinda de Vorcaro de São Paulo para Brasília deveria ser custeado pelo próprio banqueiro e que é contrário o uso de um avião da Polícia Federal (PF) para o transpornte.

💰 Segundo o presidente da CPMI, o voo em uma aeronave da PF custaria entre R$ 150 mil e R$ 200 mil aos cofres públicos.

Documentos sigilosos

Presidente e relator afirmaram que os documentos sigilosos sobre o banqueiro Daniel Vorcaro ainda não chegaram à CPMI do INSS.

“Os documentos a determinação do STF é de que a Advocacia repassasse à PF e a PF entregasse à CPMI sob minha responsabilidade. A PF já recebeu. Agora aguardamos. Ainda não recebemos”, afirmou Viana.

Viana ainda adiantou que os documentos serão destinados à sala-cofre da secretaria de comissões parlamentares de inquérito, no Senado, onde só poderá ser acessada pelos parlamentares envolvidos ou um assessor designado.

No local, não é permitido a entrada de aparelhos eletrônicos, mas é possível fazer anotações em papel.



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