Descoberta representa ‘soberania nacional’ e será livre de interferências, afirma Lula

Descoberta significa 'soberania nacional' e não terá interferências, diz Lula

Por Isadora Pereira, g1 AP — Macapá


  • O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira (17) que o Brasil não aceitará interferência estrangeira sobre a descoberta de petróleo na Margem Equatorial, no Amapá.

  • A declaração ocorreu em visita a um navio-sonda da Petrobras em Oiapoque. O presidente rebateu críticas internacionais sobre a exploração de combustíveis na região.

  • Lula afirmou que contrariou pressões diplomáticas antes da conferência climática da ONU no ano passado. Ele decidiu anunciar a intenção de prospecção petrolífera na região.

Lula diz que petróleo do Amapá é 'soberania nacional' e Brasil não aceitará interferências. — Foto: Reprodução

Lula diz que petróleo do Amapá é ‘soberania nacional’ e Brasil não aceitará interferências. — Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (17) que a descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, no litoral do Amapá, é uma questão de independência do Brasil e disse que não aceitará interferência estrangeira no setor.

A declaração foi dada durante a visita ao navio-sonda da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) no município de Oiapoque.

Ao comentar as críticas internacionais, especialmente de países europeus, sobre a exploração de combustíveis fósseis na região da Foz do Amazonas, Lula subiu o tom em defesa dos interesses nacionais.

“Isso aqui significa soberania nacional. Um país que tem um petróleo dessa qualidade não vai permitir que ninguém meta o dedo nele”, falou.

O presidente também revelou que contrariou pressões diplomáticas às vésperas da conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano passado.

“Muita gente queria que eu não declarasse que [a Petrobras] tinha conquistado a licença porque diziam que os europeus iam ficar chateados […]. E eu tomei a decisão de anunciar antes da COP que a gente queria fazer a prospecção aqui. Porque o que estava em jogo eram os interesses do país e da nossa empresa”, afirmou.

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Enquanto Lula celebrou a qualidade do que chamou de “petróleo chique”, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, adotou um tom focado nos próximos passos técnicos da operação. Ela confirmou o achado, mas ponderou que a fase ainda é de dimensionamento da reserva.

“Tem petróleo, tem descoberta, a gente ainda não sabe quanto. Nós vamos continuar investindo, continuar explorando, e o futuro vai dizer o quanto o Amapá pode nos oferecer”, contou.

Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, conduz visita de Lula e Alexandre Silveira à sonda NS-42, na Margem Equatorial — Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, conduz visita de Lula e Alexandre Silveira à sonda NS-42, na Margem Equatorial — Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Os próximos passos

A fase atual é de avaliação exploratória e busca responder, principalmente, a duas perguntas:

  • Qual é o volume de petróleo existente no reservatório;
  • Se a acumulação é economicamente viável para produção.

Nesse momento, a empresa confirmou que a área de engenharia está focada em terminar de perfurar o poço – restam mil metros. O custo médio é de US$ 1 milhão por dia e já atingiu a cifra de US$ 300 milhões investidos.

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