Flávio espera que Trump não imponha altas tarifas ao Brasil.

Flávio diz esperar que Trump não aplique tarifaço ao Brasil

Por Ana Carolina Ferreira — Belo Horizonte


  • Em Contagem, o senador Flávio Bolsonaro afirmou esperar que Donald Trump atenda seu pedido para evitar a taxação de 25% sobre produtos brasileiros.

  • A proposta americana de tarifa adicional decorre de uma investigação de 2025 sobre políticas do Brasil, como o Pix e o combate ao desmatamento.

  • O parlamentar culpou a gestão do presidente Lula pela possível taxação e defendeu reformas econômicas, além de maior apoio ao setor do agronegócio nacional.

Flávio Bolsonaro diz esperar que Trump recue da taxação de produtos brasileiros.

Flávio Bolsonaro diz esperar que Trump recue da taxação de produtos brasileiros.

O pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve presente durante o 1º Fórum Abastece Brasil, realizado na Central de Abastecimento (CEASA) em Contagem, região Metropolitana de Belo Horizonte.

Reunido com produtores rurais e lideranças do setor supermercadistas, Flávio disse que espera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atenda ao pedido dele de não taxar produtos brasileiros comercializados entre os países.

A proposta de taxação é resultado de uma investigação comercial aberta pelos Estados Unidos em 2025. O governo americano concluiu que algumas políticas brasileiras estariam impondo restrições ou prejuízos ao comércio com os EUA, citando questões como o PIX, o combate ao desmatamento ilegal, regras para plataformas digitais, a proteção à propriedade intelectual e medidas anticorrupção.

Com base nesse entendimento, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, no entanto, ainda depende do cumprimento de etapas legais, incluindo consultas públicas, antes de uma decisão definitiva.

“Essa taxa, essa tarifa, é do Lula. É por causa do seu comportamento de agressão aos Estados Unidos que as empresas brasileiras podem acabar sendo penalizadas. E, mais uma vez, eu enviei uma carta para o governo americano pedindo que não houvesse mais essa tarifação. Vamos aguardar que ele atenda ao meu anseio”, disse Flávio Bolsonaro.

Para o senador Flávio Bolsonaro, a condução das relações diplomáticas com os americanos e a aproximação do governo brasileiro com a China contribuíram para o cenário.

“O Lula começa a ignorar a relação comercial para os Estados Unidos, para se rastejar e lamber as botas para a China, quando o presidente da república tem que sentar com os Estados Unidos, tem que sentar com China, tem que sentar com todo mundo pensando no que é melhor para o povo brasileiro”, argumentou Flávio.

Flávio Bolsonaro segura cartaz com a frase: "O pix é do Brasil e do Bolsonaro", durante visita à Central de Abastecimento (CEASA) em Contagem -MG. — Foto: TV Globo

Flávio Bolsonaro segura cartaz com a frase: “O pix é do Brasil e do Bolsonaro”, durante visita à Central de Abastecimento (CEASA) em Contagem -MG. — Foto: TV Globo

Outros temas abordados pelo pré-candidato

Ainda no evento, Flávio Bolsonaro defendeu investimentos em infraestrutura como motor do crescimento econômico e citou avanços em rodovias, aeroportos e ferrovias durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio também afirmou que é necessário ampliar a fiscalização das concessões rodoviárias e melhorar a logística do país para reduzir custos. Na área econômica, criticou o governo Lula, associando o aumento dos juros ao desequilíbrio das contas públicas e apontando impactos para famílias e empresas.

O parlamentar também destacou o agronegócio como um dos pilares da economia brasileira e defendeu mais crédito, previsibilidade e apoio aos produtores rurais. Flávio criticou a reforma tributária, defendeu a redução da carga de impostos, especialmente sobre alimentos, e propôs medidas de ajuste fiscal, como corte de gastos e redução do número de ministérios.

Ele também abordou a segurança no campo, defendendo maior rigor no combate a facções criminosas.

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