‘Égua da pergunta’, diz Davi Alcolumbre ao ser questionado sobre a abertura de uma CPI para investigar caso Master
Há pelo menos cinco pedidos protocolados de abertura de uma CPI para investigar as fraudes. No Supremo Tribunal Federal (STF), tramitam pedidos da oposição e da base governista para abertura do colegiado.
Por Sara Curcino, TV Globo
Ao marcar sessão do Congresso com pauta única, Alcolumbre deixa claro que não criará CPI do Master
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao ser questionado nesta terça-feira (19) se pretende autorizar a abertura e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes do Banco Master, respondeu: “Égua da pergunta. Gostou do égua? É lá do Amapá”.
Hoje, há pelo menos cinco pedidos protocolados de abertura de uma CPI para investigar o caso. Um requerimento de CPI exclusivo da Câmara, três do Senado e um pedido de CPI mista, ou seja, que reúna deputados e senadores.
Além disso, tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos da oposição e da base para abertura do colegiado. Uma decisão do STF poderia obrigar o parlamento a criar a comissão – como aconteceu com a CPI da Covid.
Alcolumbre marcou para quinta-feira (21) uma sessão do Congresso Nacional para análise de um veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que restringe a transferência de recursos federais para municípios considerados inadimplentes.
Prefeitos, reunidos na Marcha dos Municípios, em Brasília, fizeram essa demanda aos presidentes do Senado e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Não há previsão para que ele leia, nessa sessão, o requerimento de abertura da CPI. A partir desse ato, começa a contar um prazo para que os partidos indiquem os integrantes do colegiado. Depois dessa indicação, ainda é necessário que a comissão seja formalmente instalada.
Essa será a segunda votação do ano do Congresso Nacional. Pelas regras do regimento do parlamento, se um pedido de CPI mista atingir o número de assinaturas suficientes de apoio, esse precisa ser lido na primeira sessão subsequente.
Alcolumbre ignorou o pedido na primeira sessão do ano, em abril, quando os parlamentares derrubaram o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria, que abre caminho para a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, inclusive a do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar.
Durante a sessão do plenário desta terça-feira (19), Alcolumbre foi cobrado por três senadores- Jaime Bagattoli (PL-RO), Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Novo-CE)- para aproveitar essa sessão conjunta para criar a CPI do Master. Ele também não os respondeu.
Restrições de várias alas políticas
Apesar das manifestações públicas pela abertura de uma CPI para apurar o caso Master, nos bastidores o tom muda. Parlamentares de todos os espectros políticos admitem que a investigação não interessa à cúpula do Congresso e a nenhum segmento político.
Deputados e senadores também apontam que um calendário curto para avançar com a criação das comissões devido ao ano eleitoral.
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