Na sabatina de Messias, senador do PL diz que Caetano Veloso ‘pegou em armas’ na ditadura, e Otto Alencar corrige: ‘Só no violão’
Na rede social X, cantor agradeceu ao senador Otto Alencar por “restabelecer a verdade e desfazer mais uma FAKE NEWS”.
Por TV Globo e g1 — Brasília
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O senador Marcio Bittar (PL-AC) disse, durante sabatina de Jorge Messias no Senado, que o cantor Caetano Veloso pegou em armas durante a ditadura militar.
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A declaração foi corrigida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA): “Caetano nunca pegou em armas, só pegou a vida inteira em violão”.
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Na rede social X, Caetano agradeceu ao senador por “restabelecer a verdade e desfazer mais uma FAKE NEWS”.
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Segundo registros oficiais, o cantor foi preso em 1968, durante a ditadura militar, em razão de sua atuação artística.
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Nunca houve qualquer menção a uso de armas ou participação em guerrilha. Em 1969, o cantor deixou o país e viveu no exílio em Londres até 1972.
“Caetano não pegou em armas, só no violão”, diz presidente da CCJ em sabatina de Messias
O senador Marcio Bittar (PL-AC) disse, durante sabatina de Jorge Messias no Senado, que o cantor Caetano Veloso pegou em armas durante a ditadura militar. A declaração foi corrigida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA): “Caetano nunca pegou em armas”.
“Fernando Gabeira, até o Caetano Veloso, em um momento de lucidez admitiram isso, os dois disseram isso: ‘Nós não lutávamos pela democracia, lutávamos pela implantação da ditadura do proletariado’. E em nome disso pegaram em armas. Foram para a guerrilha urbana e rural. Mataram pessoas, fizeram justiçamento, e todas foram perdoadas e anistiadas em 1979”, disse Bittar.
A correção de Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi feita logo após a fala do colega.
“Apenas peço que Vossa Excelência retire da sua fala. Caetano nunca pegou em armas, só pegou a vida inteira em violão”, disse o senador.
Na rede social X, Caetano agradeceu ao parlamentar por “restabelecer a verdade e desfazer mais uma FAKE NEWS”.
“Tenho horror a armas! Como bem foi dito, me muno apenas do violão, da palavra e da canção”, reiterou o cantor.
🔎 Segundo registros oficiais, Caetano Veloso foi preso em 1968, durante a ditadura militar, sob acusação de “subversão e incitamento à desordem” em razão de sua atuação artística. Nunca houve qualquer menção a uso de armas ou participação em guerrilha. Em 1969, o cantor deixou o país e viveu no exílio em Londres até 1972.
Messias foi barrado no Senado
O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) , mas teve o nome vetado pelo plenário do Senado.
Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação de um presidente da República ao Supremo.
O placar foi de 42 votos a 34 e uma abstenção. A votação foi secreta. O ministro de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores.
Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Messias foi arquivada e Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.
Jorge Messias, durante sabatina no Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Jorge Messias, durante sabatina no Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Saiba os principais pontos da trajetória de Jorge Messias:
➡️ Tomou posse na AGU em 2023, no início do governo Lula. Antes mesmo da nova gestão começar, já integrava a equipe de transição;
➡️ Servidor público desde 2007, com atuação em diversos órgãos do Executivo, como o Banco Central e o BNDES;
➡️ É considerado um nome de confiança de Lula, com apoio de ministros do PT e da ala palaciana;
➡️ Mantém relação próxima e leal com o presidente, desde os tempos do governo Dilma Rousseff.
➡️Como advogado-geral da União, defendeu as instituições democráticas, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF), diante das ameaças do governo dos Estados Unidos, chefiado por Donald Trump;
➡️Também liderou ações judiciais ligadas a pautas consideradas estratégicas para o governo Lula, como a defesa do decreto do IOF, derrubado no Congresso, e a regulamentação de redes sociais (veja mais abaixo).
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