Habeas corpus e ordem de prisão no mesmo dia: veja etapas da reviravolta no caso de Ryan, Poze e dono da Choquei
Pela manhã, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar os homens. À tarde, porém, a Justiça Federal em SP acatou um pedido da Polícia Federal e decretou a prisão preventiva dos investigados.
Por Redação g1 — São Paulo
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MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, presos na Operação Narco Fluxo, tiveram um dia agitado nesta quinta-feira (23).
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Pela manhã, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar os homens.
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À tarde, porém, a Justiça Federal acatou um pedido da Polícia Federal e decretou a prisão preventiva dos investigados.
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Os investigados não chegaram a sair da prisão após a autorização do habeas corpus e seguirão presos após a decisão da Justiça.
Polícia Federal pediu hoje as prisões preventivas de Mc Ryan SP e de outros investigados em esquema de lavagem de dinheiro
MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, presos na Operação Narco Fluxo, foram alvo de uma reviravolta judicial nesta quinta-feira (23). Pela manhã, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar os homens.
À tarde, porém, a Justiça Federal em SP acatou um pedido da Polícia Federal e decretou a prisão preventiva dos investigados.
- 🔎 O grupo é acusado de fazer parte de um esquema suspeito de lavar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas para o exterior.
Veja, abaixo, a cronologia da reviravolta no caso.
Manhã – STJ concede o habeas corpus
Por volta das 10h desta quinta-feira (23), o tribunal pediu a soltura dos investigados porque considerou ilegal o decreto de prisão temporária por 30 dias. Na visão do ministro Messod Azulay Neto, relator do caso no STJ, a ilegalidade se dava porque a própria Polícia Federal havia solicitado prazo de apenas cinco dias, período que já havia se encerrado.
Os homens foram presos no dia 15 em uma operação da Polícia Federal.
O habeas corpus foi concedido inicialmente a MC Ryan SP, mas teve os efeitos estendidos a outros presos na mesma operação que estejam em situação semelhante, incluindo os demais funkeiros e influenciadores investigados.
Início da tarde – reação da PF
Segundo a corporação, com o avanço das investigações e a análise de provas apreendidas, como dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros, há elementos suficientes para a conversão das prisões temporárias em preventivas.
A PF disse, ainda, que a medida é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos.
A PF também aponta risco de continuidade das atividades criminosas, além da possibilidade de interferência nas investigações, com destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados.
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Tarde – Justiça Federal acata pedido
Horas após o pedido da PF, a Justiça Federal decretou a prisão preventiva dos todos os investigados.
- 🔍A prisão temporária é usada no começo das investigações, quando a polícia ainda está reunindo provas. Ela tem prazo definido, geralmente de 5 ou 30 dias, e pode ser prorrogada em alguns casos. Já a preventiva não tem um prazo fixo. Ela é determinada por um juiz quando há risco, por exemplo, de a pessoa atrapalhar as investigações, fugir ou continuar cometendo crimes.
Como ficam os investigados?
Com a decisão judicial, 36 investigados tiveram suas prisões temporárias convertidas em prisões preventivas e 3 em prisões domiciliares. São eles:
- Rodrigo de Paula Morgado (prisão preventiva) (apontado como contador e operador-chave)
- Ryan Santana dos Santos (prisão preventiva) (conhecido como MC Ryan SP, apontado como líder e beneficiário final)
- Tiago de Oliveira (prisão preventiva) (braço-direito e gestor financeiro de Ryan)
- Alexandre Paula de Sousa Santos (prisão preventiva) (conhecido como “Belga” ou “Xandex”)
- Lucas Felipe Silva Martins (prisão preventiva)
- Sydney Wendemacher Junior (prisão preventiva)
- Arlindma Gomes dos Santos (prisão preventiva) (vulgo “Nene Gomes”)
- Raphael Sousa Oliveira (prisão preventiva) (criador da página “Choquei” e operador de mídia)
- Marlon Brendon Coelho Couto da Silva (prisão preventiva)
- Diogo Santos de Almeida (prisão preventiva)
- Vinicius dos Reis Pitarelli (prisão preventiva)
- Rodrigo Inacio de Lima Oliveira (prisão preventiva)
- Luis Carlos Custodio (prisão preventiva)
- Jose Ricardo dos Santos Junior (prisão preventiva)
- Ellyton Rodrigues Feitosa (prisão preventiva)
- Caroline Alves dos Santos (prisão preventiva)
- Mateus Eduardo Magrini Santana (prisão preventiva)
- Henrique Alexandre Barros Viana (prisão preventiva)
- Mauro Jube de Assunção (prisão preventiva) (contador)
- Chrystian Mateus Dias Ramos (prisão preventiva)
- Luis Henrique Matos Maia (prisão preventiva)
- Orlando Miguel da Silva (prisão preventiva)
- Sun Chunyang (prisão preventiva)
- Xizhangpeng Hao (prisão preventiva) (controlador da empresa Golden Cat)
- Sergio Wegner de Vargas (prisão preventiva)
- Thiago Barros Cabral (prisão preventiva)
- Vitor Ferreira da Cruz Junior (prisão preventiva)
- Yuri Camargo Francisco (prisão preventiva)
- Leticia Feller Pereira (prisão preventiva)
- Alex Lima da Fonseca (prisão preventiva)
- Jiawei Lin (prisão preventiva)
- Thadeu José Chagas Silveira (prisão preventiva)
- Renan Costa da Mota (prisão preventiva)
- Marcus Vinicius Rodrigues de Assis (prisão preventiva)
- Guilherme Ricardo Fuhr (prisão preventiva)
- Jonatas Cleiton de Almeida Santos (prisão preventiva)
- Fernando de Sousa (prisão domiciliar)
- Débora Vitória Paixão Ramos (prisão domiciliar)
- Estefany Pereira da Silva (prisão domiciliar)
O que dizem as defesas
Em uma rede social, a defesa de MC Ryan SP comentou a solicitação da PF de mais tempo de prisão e disse que “causa perplexidade o caráter manifestamente extemporâneo do pedido”.
“Se presentes estivessem, desde antes, os requisitos da preventiva, por que não foi ela requerida no momento oportuno? Espera a defesa que a medida seja indeferida e a decisão do Superior Tribunal de Justiça efetivamente cumprida”, escreveu.
Em nota, o advogado Felipe Cassimiro, que faz a defesa do MC Ryan SP, disse que a decisão reconhece a “ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo” e que “a consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”.
Já o advogado de Poze do Rodo, Fernando Henrique Cardoso Neves, afirmou que o novo pedido feito pela PF não apresenta fatos novos e criticou a condução do caso.
O MC Ryan SP, o MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil ‘Choquei’, das Redes Sociais. — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais
O MC Ryan SP, o MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil ‘Choquei’, das Redes Sociais. — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais
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